CRISE AFETOU MAIS OS HOMENS QUE AS MULHERES
Os efeitos da crise global afetaram mais os homens que as mulheres no mercado de trabalho brasileiro em 2009, mas as desigualdades de renda persistem. É o que mostra a pesquisa "Trabalho e Desigualdades de Gênero", divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
No ano passado, as mulheres ocuparam mais postos de trabalho criados e, por causa disso, a taxa de desemprego feminina recuou. Mas a pesquisa também mostrou que continua grande a diferença entre salários de homens e mulheres. "2009 foi um ano bom, mas precisaríamos de muitos mais como esse para equiparar a condição da mulher no mercado de trabalho", disse a socióloga Márcia Guerra, do Seade.
Na região metropolitana de São Paulo, a taxa de desemprego feminino caiu pelo sexto ano consecutivo em 2009, para 16,2%, de 16,5% em 2008. Entre os homens, houve elevação de 10,7% para 11,6% no período.
Segundo o Seade/Dieese, a redução do desemprego feminino deve-se à criação de vagas de trabalho em setores com presença notadamente feminina, como os serviços (1,6% das vagas) e o serviço doméstico (5,6%). Na outra ponta, houve forte redução do emprego na indústria (menos 7,4% de vagas para os homens), o setor mais afetado pela crise e com presença notadamente masculina.
Na questão salarial, embora o rendimento médio real por hora das mulheres tenha crescido 3% em 2009, para R$ 6,17, esse valor equivale a 79,8% do que ganham os homens na Grande São Paulo, embora acima dos 76,5% de 2008. A remuneração masculina caiu 1,4% no ano passado. Mulheres com nível superior ainda ganham 30% menos que os homens.
A pesquisa do Seade/Dieese também mostrou que o trabalho doméstico continua a ser alternativa de trabalho para as mulheres da região metropolitana de São Paulo, embora o perfil dessa trabalhadora esteja passando por transformações. Depois do setor de serviços, o serviço doméstico é o maior empregador da região mais rica do País. As trabalhadoras domésticas passaram de 19,2% da mão de obra ocupada em 2000 para 17% em 2009, enquanto as que trabalham em serviços foram de 50% para 53,5% no período.
Enquanto na Grande São Paulo os serviços domésticos ainda representam o segundo maior mercado de trabalho para as mulheres, em outras regiões do País o comércio está tomando seu espaço. O setor já é o segundo maior empregador em Porto Alegre (17% das trabalhadoras), Salvador (17,1%), Fortaleza (19,7%) e Recife (19,8%). O setor de serviços é o maior empregador do País. Nas principais regiões metropolitanas, responde por 55% a 61% da oferta do emprego tanto para homens como para mulheres.
O ESTADO DE S. PAULO 05/03/2010
CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA/2010
A nossa Campanha Salarial Unificada/2008, que reuniu todos os sindicatos de borracheiros do Estado de São Paulo foi vitoriosa porque nos preparamos muito bem para defendermos os nossos direitos.
Fizemos um seminário Nacional em março/2008, tiramos uma pauta de reivindicações, que foi aprovada em assembléia realizada em abril, e logo em seguida começamos a negociar com o sindicato patronal, que representa os empresários do setor de artefatos de borracha e afins do estado de São Paulo e com as empresas pneumáticas.
O resultado não poderia ser melhor. Recuperamos a inflação de junho/2007 a maio/2008 e garantimos aumento real de 1%. O mesmo aconteceu em 2009, quando também recuperamos a inflação integral de junho/2008 a maio/2009 e aumento real de 1%. Outras vitórias importantes foram a manutenção e ampliação das cláusulas de nossa Convenção Coletiva e Acordos Coletivos, por dois anos, ou seja, até maio/2010.
Nos próximos dias 27 e 28 de fevereiro vamos dar a largada para a Campanha Salarial Unificada 2010, com a realização de um seminário em nossa Colônia de Férias, para discutirmos e tirarmos uma pauta de reivindicações, que serão aprovadas em Assembléia e, posteriormente, apresentadas aos patrões.
Os companheiros e companheiras que desejarem participar devem procurar um diretor ou diretora do nosso Sindicato ou comparecer em uma de nossas sedes, de onde sairão os ônibus no sábado, dia 27, às 6:00h. A condução, ida e volta, estadia e refeições serão gratuitas.
O BORRACHEIRO - FEVEREIRO/2010
CUIDE DE SEU SORRISO:
Além dos dentistas em todas as sedes, que fazem extração, obturação e limpeza, o nosso Sindicato continua a parceria com o consultório da Dra. Marta em Santo André, para atendimentos de ortodontia (Aparelho) e agora também para implantes, prótese sobre implante e overdenture (fixação de prótese total).
Maiores informações e agendameno de consulta pelos tels:. (11) 4427 3256 e 4994 6458
O BORRACHEIRO - FEVEREIRO/2010
PLR PARA TODOS
Desde o ano de 1995, quando foi editada a medida provisória, a diretoria do nosso Sindicato tem conseguido acordos de participação nos lucros na maioria das fábricas de nossa base. Em 2000, a medida provisória virou lei, mas sem prever punições para quem não cumprir.
Portanto, para conseguirmos tem que haver união entre trabalhadores e Sindicato.
Graças a essa união, o ano passado conseguimos esse benefício para 90% dos nossos trabalhadores e trabalhadoras. Este ano queremos mais. Pretendemos chegar a 100% e conseguiremos, se todos se unirem e lutarem junto com o Sindicato. O BORRACHEIRO - FEVEREIRO/2010
CENTRAIS SINDICAIS VÃO PARA BRASÍLIA PRESSIONAR APROVAÇÃO
Aproveitando o início das atividades no Congresso Nacional, hoje as seis centrais
sindicais realizam ato em Brasília. Cerca de 1.000 sindicalistas e trabalhadores fazem vigília na Capital do País. "Vamos intensificar a luta pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 231/95, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas", destacou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente da Força Sindical.
Os sindicalistas vão se reunir às 14h no salão verde da Câmara dos Deputados e dar início ao movimento.
Segundo Paulinho, os trabalhadores decidiram atuar em várias frentes para pressionar os parlamentares. "Muita mobilização nos locais de trabalho e pressão para os patrôes negociarem a jornada de 40 horas. Queremos sensibilizar os parlamentares no Congresso Nacional", afirmou.
"É preciso o envolvimento das direções sindicais e é necessária a presença desses dirigentes em Brasília para acelerar o processo", destacou o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique.
Em junho do ano passado, a Comissão Especial que analisa a redução de jornada aprovou o relatório
apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP), que trata da PEC 231/95. A medida também aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.
DIÁRIO DO GRANDE ABC 02/02/2010
INDÚSTRIA DE SÃO PAULO CORTA 98 MIL EMPREGOS EM 2009, DIZ FIESP
O nível de emprego na indústria paulista registrou em dezembro do ano passado queda de 3% em relação a novembro, com o fechamento de 67 mil postos de trabalho. No entanto, os dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo divulgados há pouco mostram que, com o ajuste sazonal, houve alta de 0,31% nesta comparação.
No acumulado de 2009, houve corte de 98 mil empregos no setor, uma baixa de 4,32% ante o nível de emprego do fim de 2008.
GLOBO ONLINE 20/01/2010
CAI A PROPORÇÃO DE JOVENS QUE SÓ TRABALHAM, APONTA IPEA
A pesquisa "Juventude e Políticas Sociais no Brasil", divulgada pelo Ipea nesta terça-feira (18) mostra que caiu, entre 1982 e 2007, a parcela dos jovens de 15 a 19 anos que só participam do mercado de trabalho. Já a parcela dos que só estudam ou estudam e participam do mercado de trabalho teve aumento.
Em 1982, eram 27% dos jovens que só estudavam, enquanto 16% estudavam e participavam do mercado de trabalho; outros 40% só participavam do mercado de trabalho. Já em 2007, 41,3% dos jovens de 15 a 19 anos só estudavam, enquanto 25,9% estudavam e participavam do mercado de trabalho; a parcela dos que só participam do mercado de trabalho caiu a 21,6%.
A pesquisa considera como participantes do mercado de trabalho aqueles que trabalham ou procuram emprego.
Na próxima faixa etária, de 20 a 24 anos, a maioria dos jovens só participava do mercado de trabalho em 2007: 58,5%, ante 59,3% em 1982. Mas aumentou a proporção dos que só estudam (de 5,7% para 7,8%) e dos que estudam e trabalham (10% para 17,4%). Esse movimento é explicado pela queda dos que nem estudavam nem participavam do mercado de trabalho (de 25,1% em 1982 para 16,3% em 2007).
SITE G1 20/01/2010
INDÚSTRIA PAULISTA SÓ DEVE ZERAR PERDA DE VAGAS EM 2011
A avaliação é do Diretor de Pesquisas Econômicas da Fisep, Paulo Francini, para quem o número de vagas só poderá se recuperar das perdas no começo de 2011.
Só no ano passado, o nível de emprego teve queda de 4,32% ante 2008, mas, desde o agravamento da crise global, em setembro daquele ano, a retração foi de cerca de 7,3%, com 262 mil vagas a menos.
Como a previsão da Fiesp para este ano é que o número de empregados na indústria paulista tenha alta de 6,3% ante 2009, ainda restará um déficit a ser zerado no ano que vem. "Não será possível fechar essa conta neste ano", disse Francini. No final do ano passado, a Fiesp estimava que a recuperação ocorreria até dezembro.
No ano passado, apenas 5 dos 22 setores pesquisados pela Fiesp tiveram condições de admitir novos funcionários, segundo a Fiesp. Mas, para 2010, a previsão é que as contratações ocorram de forma mais generalizada, por conta do aquecimento no mercado interno, estimulado pela alta na renda e pela expansaão do crédito.
FOLHA S.PAULO 20/01/2010
SEGURO-DESEMPREGO TERÁ REAJUSTE DE 9,67% EM JANEIRO
A partir de 1º de janeiro, o valor do benefício do seguro-desemprego será reajustado, tendo como base de cálculo a aplicação do porcentual de 9,6774%. A decisão do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) foi publicada na edição desta segunda-feira, 28, do Diário Oficial da União.
O cálculo do valor do benefício obedecerá a três diferentes critérios. Se a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for de até R$ 841,88, o valor da parcela será o resultado da multiplicação pelo fator 0,8 (oito décimos).
Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for compreendida entre R$ 841,89 e R$ 1.403,28, será aplicado o fator 0,8 (oito décimos) até o limite do inciso anterior e, no que exceder, o fator 0,5 (cinco décimos). O valor da parcela será a soma desses dos valores.
Quando a média dos três últimos salários anteriores à dispensa for superior a R$ 1.403,28, o valor da parcela será, invariavelmente, de R$ 954,21. As informações são da Agência Brasil.
O ESTADO.COM 28/12/2009
FIQUE DE OLHO NO SEU 13º SALÁRIO SE NÃO RECEBER, LIGUE PARA O SINDICATO
Todo ano é a mesma coisa: vários patrões metidos a espertos querem passar um natal melhor e um ano novo com champanhe francês à custa do dinheiro do 13º salário de seus funcionários. A lei é bem clara. Todos os empregados têm que receber a primeira parcela do 13º salário até o dia 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Se a sua empresa não pagar ligue para o Sindicato. Lembre-se de conferir se você não recebeu a primeira parcela quando saiu de férias. O BORRACHEIRO 11/2009
CRIAÇÃO DE VAGA FORMAL TEM MELHOR OUTUBRO
O mercado de trabalho formal registrou em outubro a criação de 230.956 vagas, o que representa a melhor marca para o mês desde 1992 - início da série histórica sobre o emprego com carteira assinada.
O resultado, no entanto, mostra que o ritmo na geração de vagas entrou em fase de desaceleração, o que deverá culminar com o fechamento de mais de 200 mil postos em dezembro. O número de vagas criadas em outubro é 8,6% menor que o de setembro.
Tradicionalmente, o mercado de trabalho tem fraco desempenho no último trimestre do ano. O Ministério do Trabalho projeta que, neste mês, o saldo de contratações vá ficar próximo de 150 mil postos, enquanto a perda de vagas em dezembro - comportamento histórico do mercado nesse mês - flutuará em torno de 200 mil postos.
Para o governo, a confirmação desses números soará como uma boa notícia. "Será o melhor novembro da história e o menor número de demissões em dezembro também da história", afirmou em tom eufórico o ministro Carlos Lupi (Trabalho). Ele prevê que a geração de empregos no ano alcance 1,1 milhão de postos.
Em outubro, a indústria foi o setor que mais contribuiu para a geração de empregos, com a criação de 74.552 postos.
"A indústria segurou as contratações e depois demitiu precipitadamente. Agora, passa por uma forte contratação porque tem de repor estoques", afirmou o ministro.
FOLHA DE S.PAULO 17/11/2009
40 HORAS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO SALARIAL
A proposta de emenda constitucional 231/1995 que diminui a carga horária dos
trabalhadores brasileiros de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada no dia 30 de junho, por unanimidade, pela Comissão Especial da Jornada Máxima de Trabalho, da Câmara. O texto também prevê o aumento da hora extra, que passaria a valer 75% mais que a hora normal de trabalho.
Hoje, ela vale 50% mais. O projeto, de 1995, irá para plenário, onde deverá ser aprovado em duas votações antes de ir ao Senado.
A aprovação ocorreu sob forte pressão de integrantes da Força Sindical, diretores do nosso Sindicato e demais centrais que lotaram o auditório onde a comissão funcionou. No final da sessão, cerca de 700trabalhadores comemoraram a aprovação cantando o hino nacional. A mudança terá
um impacto de 1,9% no caixa das empresas, que crescerão 113% em dez anos e terão condições de suportar o impacto que a medida irá representar, caso seja aprovada. Agora, os sindicalistas estão se reunindo com os líderes dos partidos para tentar a aprovação da proposta na Câmara o mais rápido possível. A expectativa é que o projeto entre na pauta de votação do plenário ainda este ano. Vamos continuar pressionando.
O BORRACHEIRO 10/2009
ESPERA POR PERÍCIA DE AUXÍLIO SOBE PARA 30 DIAS
O tempo de espera para agendar uma perícia em uma agência do INSS da capital já passa de um mês. Até a semana passada, o segurado que quisesse ser atendido para pedir a prorrogação ou a concessão de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez, em São Paulo,
conseguia um agendamento para apenas quatro dias depois, segundo consulta do Agora.
O aumento no tempo de espera é reflexo de algumas mudanças que o Ministério da Previdência adotou, segundo avaliação da Associação Nacional dos Médicos Peritos.
Desde 27 de agosto, os segurados que tiverem a concessão ou a prorrogação do seu benefício por incapacidade negado não precisarão mais esperar 30 dias para marcar uma nova perícia. Além disso, os trabalhadores podem ir a outro posto do INSS para tentar o benefício diferente daquele que negou o pedido inicial.
Em consulta feita na tarde de ontem pelo Agora no site do Ministério da Previdência, www.previdencia.gov.br, a data mais próxima disponível para perícia era 8 de outubro, em três agências: Liberdade (região central), Vila Prudente e Mooca (zona leste).
Agora 10/09/2009
INDÚSTRIA BRASILEIRA INTERROMPE DEMISSÕES E JÁ COMEÇA A CONTRATAR
A indústria parou de demitir e começa a contratar. Os resultados de junho de pesquisas, tanto de órgãos do governo como de entidades privadas, indicam que o emprego industrial ou tem uma pequena queda, ou dá sinais de recuperação em relação a meses anteriores.
Em julho, pela primeira vez em oito meses, o emprego na indústria automobilística cresceu: foram abertos 300 postos de trabalho, conforme será divulgado hoje pela Anfavea. Além disso, a partir do mês passado, foram anunciadas perto de 2 mil vagas nas montadoras.
Assim como na indústria automobilística, há contratações significativas nas siderúrgicas, nas fábricas de eletrodomésticos e até na indústria calçadista. Em razão da reversão no quadro, é consenso entre empresários, sindicalistas e economistas que a fase de demissões em massa ficou para
trás. Com os estoques ajustados e o mercado doméstico aquecido, as indústrias se preparam para a temporada de contratações.
O ESTADO DE S.PAULO 10/08/2009
TRABALHO INSALUBRE PODE GARANTIR A REVISÃO
Quem trabalhou em condições insalubres e não teve um tempo extra contado na aposentadoria pode pedir revisão do benefício. O aumento dependerá do período em que o trabalho insalubre foi feiro -- dez anos a mais na aposentadoria de um homem, por exemplo, podem representar 31% a mais no benefício.
A revisão ocorre porque cada ano de trabalho insalubre tem um peso maior no tempo de contribuição da aposentadoria. De acordo com uma tabela do INSS, cada profissão tem o seu grau de insalubridade. Depende da atividade, cada ano pode representar 2,33 anos, 1,75 ano ou 1,4 ano na aposentadoria. Assim, como o tempo contado deveria ser maior, o valor da aposentadoria também. Por isso, a revisão é possível.
A insalubridade é contada de acordo com o período do trabalho. Para atividades profissionais desenvolvidas até 1995, o INSS ainda aceita o tipo de profissão como prova de trabalho insalubre. A exceção, de acordo com o advogado previdenciário Daisson Portanova, é quando o trabalho envolve ruído -- nesse caso, é necessário um laudo emitido pela empresa.
AGORA S.PAULO 10/08/2009
SINDICATO APRESENTA DOCUMENTOS COMPROVANDO INVESTIMENTOS
A diretoria do nosso Sindicato além de lutar por melhores salários, condições de trabalho, saúde e segurança, oferece uma série de prestação de serviços aos nossos associados, associadas e dependentes. Temos 6 sedes próprias, dentistas, advogados, médico do trabalho, convênio médico parcial, colônia de férias e clube de campo. Também investimos em seminários para formação de cipeiros e cipeiras, mulheres, aposentados e eventos internacionais. Enfim, ao contrário de muitos sindicatos de "fachada", o nosso tem trabalho. E muito. O companheiro Martins, presidente do Sindicato, apresentou aos senadores documentos que comprovam os investimentos. O BORRACHEIRO 08/2009
PARA IBGE, MERCADO DE TRABALHO ESTÁ PARADO
A taxa de desemprego medida pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do País caiu um pouco em maio, para 8,8%, contra 8,9% em abril. O que parece ser um bom resultado para um ano de crise esconde um quadro ainda desfavorável. A renda real dos trabalhadores - já descontada a inflação - recuou em relação ao mês anterior, enquanto o número de desocupados registrou a maior alta anual em quase três anos. A informalidade aumentou. O ESTADO DE S.PAULO
CHEGA DE ACIDENTES, MORTES E DOENÇAS DO TRABALHO
A cada ano, somente no Estado de São Paulo, 400 mil trabalhadores e trabalhadoras são acidentados ou adquirem doenças relacionadas ao trabalho, 80 mil sofrem mutilações e a cada 3 horas dois perdem a vida, de acordo com dados divulgados pelo Cerest.
Preocupado com esses números absurdos, o nosso Sindicato tem investido em eventos que capacitem os nossos cipeiros e cipeiras a contribuir para que tenhamos ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. O ano passado realizamos 3 encontros de cipeiros e cipeiras.
Agora em maio, nos dias 22,23 e 24, realizamos um grande encontro na Colônia de Férias em Praia Grande, que teve ótima participação dos trabalhadores e trabalhadoras cipeiros e cipeiras.
O evento, que teve a presença do deputado federal Paulinho da Força, entre outros, teve palestras de médicos, economistas, sindicalistas e advogados.
Os companheiros e companheiras estão de parabéns. Esperamos que usem esses conhecimentos para melhorar os ambientes de trabalho em suas empresas.
O BORRACHEIRO JUNHO/2009
RECUPERAÇÃO DO EMPREGO EM SÃO PAULO É FRÁGIL
Em março, São Paulo respondeu por 98% dos empregos formais criados em todo o Brasil - dos 34.818 novos postos de trabalho gerados, 34.231 foram no Estado. No entanto, as vagas não refletem a retomada da atividade econômica na região. São resultado dos movimentos sazonais de contratação nas cidades que concentram a agroindústria, especialmente da cana-de-açúcar.
As regiões do Estado que apresentaram o maior número de empregos criados foram Araçatuba, com 11.733 postos, e São José do Rio Preto, com 10.030 vagas. As duas cidades, onde a presença de usinas de açúcar e álcool é marcante, foram responsáveis por 64% dos empregos criados no Estado. Os setores que mais empregaram em março foram agricultura e pecuária (13.612 vagas), construção (6.127) e educação (5.654).
Os números constam do Observatório do Emprego, levantamento mensal realizado pela Secretaria do Trabalho e Emprego de São Paulo em parceira com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e Fundação Seade, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
"Os dados mostram que não está ocorrendo retomada do emprego em São Paulo. A criação de vagas ainda não é resultado do crescimento da atividade econômica. É fruto da sazonalidade de setores como a agroindústria e a educação", avalia o economista da Fipe Hélio Zylberstajn, coordenador do estudo. "Nessa época do ano, indústria e comércio deveriam ter iniciado as contratações, mas não é o que estamos vendo."
A indústria, o setor mais fragilizado pela crise financeira, criou 3.431 vagas em março, mas mantém o saldo negativo de 43.782 postos perdidos no primeiro trimestre de 2009.
COMÉRCIO
O desemprego no comércio, no entanto, preocupa economistas. Foram 6.806 postos de trabalho eliminados no mês, a maior perda entre os setores pesquisados. "Este março está atípico. Este é um mês em que tradicionalmente as pessoas buscam emprego, por entenderem que é um período mais favorável. Mas elas estão tentando e não estão encontrando", diz Alexandre Loloian, pesquisador da Fundação Seade.
Para Guilherme Afif Domingos, secretário do Emprego de São Paulo, as políticas de combate à crise do governo federal devem vir acompanhadas de políticas de assistência social. "O seguro desemprego deveria ser ampliado para trabalhadores de todos os setores."
O ESTADO DE S.PAULO 05/05/2009
OS SALÁRIOS DA CRISE
A ordem das centrais sindicais é fazer pressão para não deixar a crise econômica
prejudicar as negociações salariais deste ano. O desaquecimento da economia não interfere apenas
no nível de emprego no País. Os salários também deverão ser diretamente afetados e a crise aparece como barreira para
os trabalhadores obterem não só ganhos reais como também recuperarem o poder de compra perdido com a
inflação.
As centrais já falam em paralisações pontuais e até greves para pressionar os empregadores. E é assim que o
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo pretende fazer com que os empresários
façam propostas com aumento real neste ano. A data da primeira parada nas obras da capital é dia 27.
"A nossa data-base é dia 1º de maio, e, até agora, só se falou de crise. No ano passado, a convenção coletiva estava
fechada no início de abril. Este ano talvez até greve por tempo indeterminado seja necessário", diz
o presidente da entidade Antonio de Sousa Ramalho.
JORNAL DA TARDE 22/04/2009
COM CRISE, RENDIMENTO DO FGTS DEVE SER MENOR
Com a queda nos juros, a perspectiva de rendimento do FGTS não é muito animadora. Em
fevereiro, o fundo rendeu 0,43% e o IPCA, fechou o mês em 0,55% - ou seja, o trabalhador saiu perdendo. Neste mês,
o fundo rendeu apenas 0,29% - quase que a metade de fevereiro.
Isso ocorreu, principalmente, porque o Banco Central cortou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual no início do mês. E
um dos componentes do cálculo do rendimento do fundo - a TR (Taxa Referencial) - varia segundo a Selic. Se a
taxa cai, a TR também cai e, por consequência, a rentabilidade do fundo.
Em 2008, enquanto o fundo rendeu 4,68%, o IPCA chegou a 5,90%. Isso significa que houve uma perda real de 1,15 ponto percentual no saldo. Neste ano,
a previsão é que o fundo renda 4,24% ao ano, com uma inflação de 4,5%.
AGORA 22/03/2009
PRODUÇÃO INDUSTRIAL SE RECUPERA E SOBE 2,3% EM JANEIRO ANTE DEZEMBRO, DIZ IBGE
Puxada pela indústria automobilística, a produção industrial brasileira registrou recuperação em janeiro
na comparação com dezembro do ano passado, com um crescimento de 2,3% segundo dados divulgados
nesta sexta-feira pelo IBGE - em dezembro, havia sido registrada queda de 12,4%. Trata-se da primeira
alta neste tipo de comparação após três meses de queda.
Na comparação com janeiro do ano passado, no entanto, houve recuo de 17,2%, a maior queda desde o
início da série histórica, em janeiro de 1991. "Esse resultado evidencia o aprofundamento
do ritmo de queda" em janeiro, diz a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.
Na comparação com janeiro do ano passado, houve redução da produção em 26 das 27 atividades
analisadas- a exceção foi o seguimento de outros equipamentos de transporte, com alta de 39,2%.
No acumulado dos 12 meses até janeiro, a produção manteve a trajetória descendente: o avanço no
período foi de 1%, menor indíce desde fevereiro de 2004 nesta comparação, quando foi registrada
alta de apenas 0,2%.
Na comparação com o mês imediatamente anterior, a pesquisa demonstra que houve avanço na produção
em 15 dos 27 ramos pesquisados em janeiro. A principal influência veio da indústria automobilística,
cuja produção se recuperou e reverteu a tendência, passando de uma queda de 39,7% para uma expansão
de 40,8%.
Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis registraram avanço de 38,6%. A produção de
bens de capital subil 8,4% e a de bens intermediários subiu 0,8%. A de bens de consumo semi e não-duráveis,
no entanto, caiu 0,6%, registrando recuo pelo quarto mês consecutivo.
Um primeiro sinal da recuperação já havia sido divulgado nesta semana, pela Fiesp e pelo Ciesp. O INA, indicador do nível
de atividade da indústria paulista, continua fraco, mas teve alta de 6,2% em janeiro contra dezembro do ano passado,
já considerado o ajuste sazonal. Nos dados sem ajuste, houve acréscimo de 0,9%.
Na comparação com janeiro do ano passado, porém, o indicador apresentou perda de 15,9%. Nos últimos
12 meses, segundo a Fiesp, a produção industrial registra avanço de 2,2%.
FOLHA ONLINE 06/03/2009
DESTRUINDO EMPREGOS
A crise coloca várias dificuldades para o governo Lula - situação que, em si, já é um desafio para uma administração
acostumada com o vento a favor.
Desemprego é talvez a dificuldade mais visível e mostra bem a virada da situação: depois de meses
anunciando recordes de criação de empregos formais, o governo agora precisa lidar com as demissões. E,
em vez de atacar o problema, busca culpados, ora na conjuntura internacional ou, preferencialmente,
nas empresas locais.
Assim, quando age, age equivocadamente. O presidente manifestou-se indignado com as demissões na Embraer, reclamou de não ter sido avisado,
chamou a diretoria da companhia para conversar e não falou mais nada. Como em outras ocasiões, Lula parece
estar esperando, torcendo para que a situação se resolva, digamos, automaticamente. E o que aconteceu? A Justiça do Trabalho mandou
suspender as demissões e chamou uma reunião de conciliação para esta semana.
Mensagens nada construtivas. Quer dizer que o governo se considera no direito de intervir na gestão de empresas privadas? A Embraer tem o
governo entre seus acionistas, mas é uma posição minoritária, que aliás, tem dado bons resultados
financeiros. A União tem também uma golden share, fixada no processo de privatização, porque na ocasião se entendeu que a empresa, construtora de aviões,
inclusive militares, era estratégica para os interesses nacionais. Essa golden share, entretanto,
só pode ser utilizada no caso de troca de controle da companhia. O governo pode, por exemplo, vetar a venda do controle a um fabricante
estrangeiro. Mas não interferir na gestão da empresa.
O ESTADO DE S.PAULO 03/03/2009
SEGURO-DESEMPREGO TEM REAJUSTE DE 12%
A tabela de pagamentos do seguro-desemprego foi reajustada em 12%, segundo informou o Ministério do Trabalho. O valor
corresponde ao aumento do salário mínimo, que passou de R$ 415 para R$ 465. Assim, o valor mínimo do auxílio ao desempregado passou para
R$ 465 e o máximo, para R$ 870.
Todas as parcelas pagas a partir do dia 1º devem seguir esse parâmetro, independentemente da data
em que o trabalhador ingressou com o pedido.
Foram corrigidas também as faixas de enquadramento para o cálculo do valor do benefício, que depende do salário médio dos útimos três
meses trabalhados. Quem ganhou na média até R$ 767,60 receberá 80% do salário médio. O trabalhador que recebeu salário médio entre
R$ 767,71 e 1.279,46 recebera 50% do montante do salário médio que exceder os R$ 767,60, acrescido de um valor fixo de R$ 614,08. Quem ganhou na média mais do que R$ 1.279,46 recebe R$ 870,01.
O salário-desemprego é pago aos trabalhadores que comprovem no mínimo seis meses de vínculo empregatício.
DIÁRIO ONLINE 03/02/2009
AUMENTO DO MÍNIMO INJETARÁ R$ 23 BI NA ECONOMIA
O novo salario mínimo de R$ 465 vai beneficiar cerca de 25 milhões de trabalhadores
formais e informais no Brasil, afirmou sexta-feira o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Ele disse
que o aumento do mínimo na Previdência Social atingirá 17,8 milhões de aposentados e pensionistas.
somados, serão 42,8 milhões de trabalhadores diretamente beneficiados pelo aumento de R$ 50 no salário mínimo que atualmente é de R$ 415.
O aumento do mínimo, de acordo com cálculos do ministério, corresponde a R$ 23,1 bilhões que serão injetados no mercado
brasileiro. "Quando você aumenta o salário mínimo, você cria toda uma cadeia de produção, de
melhoria de condições de vida, de compra e de vendas, aquece o mercado e, por consequência, aquece
o emprego", disse.
Com a vigência do novo salário, Lupi destacou que serão aumentados também o seguro-desemprego e o abono salarial. "Isso é importante porque o seguro-desemprego está vinculado diretamente
a quem está saindo do trabalho", frisou. Em 2009, o valor médio do seguro-desemprego será de R$ 564,40. O valor médio do abono salarial
passará a ser de R$ 632,40. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o ministro estimou que o impacto do reajuste do mínimo deverá ficar entre 0,1% e 0,2%.
DCI 02/02/2009